A Taça Jules Rimet, o primeiro troféu da Copa do Mundo, foi roubada duas vezes, resgatada por um cachorro, escondida numa caixa de sapatos durante a Segunda Guerra — e desapareceu para sempre no Brasil. Este post acompanha o nosso documentário em vídeo sobre um dos maiores mistérios do futebol.
Londres, 1966: o roubo e o herói de quatro patas
Meses antes da Copa da Inglaterra, a taça foi roubada de uma mostra de selos em Westminster, em março de 1966. Os ladrões pediram 15 mil libras de resgate, e um homem chamado Edward Betchley acabou preso na negociação — mas a taça continuava sumida. Quem a encontrou foi Pickles, um cachorro que farejou o embrulho num arbusto durante um passeio com seu dono, David Corbett. Detalhe que parece piada: Corbett recebeu cerca de 6 mil libras de recompensa, várias vezes mais que o bônus de aproximadamente mil libras pago a cada jogador campeão daquela Copa.
A caixa de sapatos que atravessou a guerra
Durante a Segunda Guerra Mundial, o dirigente italiano Ottorino Barassi guardou a taça escondida numa caixa de sapatos para protegê-la dos ocupantes. Conta-se que soldados chegaram a revistar seu apartamento e não olharam debaixo da cama — anedota histórica que resume o improviso que salvou o troféu.
Rio de Janeiro, 1983: o desaparecimento definitivo
O Brasil conquistou a posse definitiva da Jules Rimet em 1970, no tri. Em 19 de dezembro de 1983, ladrões arrombaram a sede da CBF no Rio de Janeiro, onde a taça ficava numa vitrine com fundo de madeira, e a levaram. A conclusão da investigação é que o troféu — de prata esterlina banhada a ouro, segundo a FIFA — foi derretido. A taça original nunca foi recuperada, e o mistério sobre o que exatamente aconteceu naquela noite permanece.
O legado do roubo
Foi esse trauma que mudou as regras para sempre: a FIFA passou a reter a taça atual em posse permanente, e o campeão do mundo leva para casa apenas uma réplica banhada a ouro. A história completa, com todos os personagens, está no nosso vídeo documentário.
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